quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Lá vai mais um blog nesse oceano "internético"!!!
Falaremos sobre Matemática, sim, claro! Afinal, temos que enfrentá-la nas provas, vestibulares, inclusive em testes admissionais em empresas. Temos que ser aprovados, não é?!
Mas não falaremos somente de Matemática.
Por enquanto - o que para mim é um início absolutamente necessário -, convido os alunos amigos a refletirem acerca, talvez, do mais conhecido trecho do diálogo socrático extraído de A República - Livro VII (Platão):
"Sócrates: ... imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles...
(...) Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza?... Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?"
Essa passagem dialética é já consagrada, pelo menos na cultura ocidental.
Para quem tiver interesse - e tempo, sobretudo! -, sugiro a leitura do romance "A Caverna", do incomparável José Saramago (Prêmio Nobel de Literatura) - Editora Companhia da Letras.
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